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28/11/2022

ÉTICA NA ESCOLHA DE MEDICAMENTOS

Em declarações à Lusa no dia em que se assinalam os 50 anos da Ordem dos Farmacêuticos, Helder Mota Filipe lembrou que “há escolhas que têm de ser feitas”, considerando fundamental que os profissionais, como os farmacêuticos, “se preparem para se envolver nestas tomadas de decisão”.

“Quando falamos em escolhas em saúde devemos ter sempre em consideração o melhor interesse do cidadão, daquele que vamos tratar e de todos os outros”, afirmou o bastonário, sublinhando que, tendo em conta o preço da inovação terapêutica e as limitações orçamentais, esta altura “é ainda mais relevante” para trazer o assunto para cima da mesa.

Questionado sobre a necessidade de garantir a equidade no acesso à terapêutica, o responsável defendeu que “equidade no acesso não quer dizer [dar] a mesma coisa para todos”: “Quer dizer que para cada um foi feita a melhor escolha, tendo em consideração o seu próprio interesse e o interesse de todos os outros”.

É por isso – continuou – “que estas escolhas têm de ser cada vez mais criteriosas, garantindo o resultado de forma o mais custo-efetiva possível”.

E exemplifica: “Em vez de tratar toda a gente com o mesmo medicamento, que até pode ser um medicamento bastante caro, o que eu tenho é de garantir que, em todas as opções terapêuticas, para cada doente, escolho aquilo que é melhor para ele, sendo que o melhor para ele, havendo diversas alternativas, deve ser a mais custo-efetiva”.

O bastonário reconhece ainda que isto exige “um esforço adicional”, uma vez que, para cada doente, “tem de ser feita esta análise mais aprofundada e criteriosa (…) relativamente à escolha terapêutica”.

“O importante é obter o resultado que se pretende”, frisou, lembrando que os medicamentos inovadores, normalmente mais caros, são também os menos conhecidos: “há um conjunto de aspetos que ainda não se tem porque não foram tratados os doentes em número suficiente, há tempo suficiente, para aceder a um perfil adequado da segurança destes medicamentos”.

Helder Mota Filipe diz que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem de ter “mecanismos neutros” que permitam controlar a promoção por parte da indústria, filtrando essa “tentativa de ganhar o mercado”, que considera “natural por parte da indústria”.

“O que é o mais inovador pode até trazer inovação em termos gerais, mas, se calhar, continua a não ser o mais indicado para todos os doentes. E é esta parte que é preciso trabalhar”, afirmou.

A este nível, defende que é preciso “linhas orientadoras” para suportar estas decisões a tomar pelos profissionais de saúde e pede “um maior esforço” de trabalho multidisciplinar e de partilha de informação.

Para isso, sublinhou, precisamos de “bons sistemas de recolha de dados”: “Só assim se consegue medir, no mundo real, quais os resultados obtidos com estes medicamentos inovadores, normalmente caros, e só assim se percebe se estão ou não a ser obtidos os resultados que eram esperados”.

Para o responsável, é esta medição de resultados que pode servir de base para eventuais renegociações de contratos com a indústria.

“É outra obrigação ética dos próprios profissionais e das instituições: medir os resultados (…) e comparar estes resultados com aqueles que é suposto obter quando se decide comparticipar um determinado medicamento inovador”, insistiu.

“A Ética das Escolhas” é precisamente o tema da conferência a proferir pela presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, Maria do Céu Patrão Neves, na cerimónia que assinala os 50 anos da Ordem dos Farmacêuticos, que decorrerá no Museu do Tesouro Real (Palácio da Ajuda), em Lisboa.

*In Lusa

    21/11/2022

    SAÚDE ADMITE NOVAS PPP PARA ACELARAR CONSTRUÇÃO DE HOSPITAIS

    O Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, admitiu esta sexta-feira que, em alguns casos, "pode ser equacionada" a utilização de parcerias público-privadas (PPP), para acelerar a construção de novos hospitais.

    Em Braga, à margem do encerramento do 25.º Congresso Nacional da Ordem dos Médicos, Pizarro sublinhou que as eventuais PPP serão apenas para construção e manutenção dos hospitais, ficando a gestão na esfera pública.

    "Não podemos fechar o caminho à utilização de todos os mecanismos para qualificar o SNS e, de um ponto de vista supletivo e nalguns casos, a utilização das PPP pode ser equacionada", referiu.

    Lembrou que os "dois próximos grandes hospitais" do SNS - Hospital Central do Algarve e o Hospital de Lisboa Oriental - serão construídos em regime PPP.

    Sublinhou que essa é uma forma de "acelerar" a construção dos equipamentos e de os colocar ao serviço dos portugueses.

    "Mas [PPP] para a gestão é uma hipótese descartada no curto prazo (...). Devo dizer que, independentemente da consideração sobre se era melhor opção ou não era, cada um desses concursos demora quatro ou cinco anos a produzir resultados, e nós não estamos em condições, nos sítios onde estamos à espera de novas unidades, de esperar tanto tempo pelo lançamento dos processos", adiantou.

    Para o governante, deve haver pragmatismo, fazendo "aquilo que é mais rápido para colocar as novas unidades ao dispor das pessoas".

    Pizarro reiterou a necessidade de garantir o acesso de todos os portugueses à saúde.

    "Para isso, é preciso um Serviço Nacional de Saúde como este que nós temos, e ele só pode progredir e recuperar com a participação ativa de todos os profissionais, designadamente dos médicos", acrescentou.

    Admitiu que também são necessários "melhores equipamentos e melhores infraestruturas", face às novas realidades e às novas exigências sanitárias.

    "Mas aquilo de que precisamos mais são sempre recursos humanos qualificados e é preciso também criar mecanismos que atraiam os profissionais, nomeadamente os médicos, para as zonas de menor densidade populacional", afirmou.

    Em relação ao eventual encerramento de algumas maternidades, Pizarro referiu que se trata de uma "falsa questão".

    "Eu estou concentrado em garantir que Portugal tenha no futuro aquilo que tem hoje, que é uma qualidade muito positiva na saúde materno-infantil", rematou.

    *In Diário de Notícias

      14/11/2022

      PORTUGAL DINAMIZA ECOSSISTEMA NACIONAL NO SETOR DA SAÚDE

      A rede europeia EIT Health InnoStars, que agrega cerca de 150 parceiros da área da saúde, tem desde hoje uma filial em Coimbra para dinamizar o ecossistema nacional do setor e projetar Portugal no mercado europeu.

      “A rede pretende juntar parceiros em grandes projetos de inovação, capacitação e formação para os profissionais de saúde, estudantes e pessoas líderes na área da saúde, para tornar a Europa mais competitiva, preparando-os para a transição digital e para novos desafios dos sistemas de saúde”, disse à agência Lusa a diretora da EIT Health InnoStars Portugal.

      Apesar da já estar presente em Portugal, com vários projetos, a presença física da rede em território nacional, com a inauguração de uma filial no Instituto Pedro Nunes, em Coimbra, dá hoje “um passo decisivo para desenvolver ainda mais e impulsionar o ecossistema de inovação do país”, frisou Marta Passadouro.

      “O objetivo da rede é fazer com que os nossos parceiros entrem em grandes consórcios internacionais que são competitivos para levar produtos ao serviço que já estão muito próximos do mercado e dar-lhes o impulso final para chegarem mais rapidamente ao mercado e com uma taxa de mercado maior”.

      “Estar em Portugal com gabinete físico chama mais a atenção para o EIT Health e conseguimos atrair mais pessoas a trabalhar connosco, além de estarmos entre Lisboa e Porto, no centro do país, e podermos fazer uma ponte muito rápida entre os parceiros”, disse.

      Por outro lado, pretende também “dar voz aos parceiros no ecossistema nacional de saúde e projetar os parceiros da rede”.

      Segundo a diretora da EIT Health InnoStars Portugal, a rede portuguesa passa agora a estar preparada para estabelecer novas parcerias com os intervenientes e decisores nacionais, contribuindo para a evolução do sistema de saúde.

      Marta Passadouro sublinhou ainda o facto de a região Centro ser uma referência para o envelhecimento saudável “e o foco da rede ser também promover vidas mais longas e mais saudáveis e um envelhecimento mais ativo”.

      Em Portugal, o EIT Health já se encontra a desenvolver quatro projetos, tendo como parceiros de maior dimensão a Universidade de Coimbra, a Universidade de Lisboa, a Universidade Nova de Lisboa, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o Centro Hospitalar Lisboa Norte e o Instituto Pedro Nunes.

      A rede, de acordo com Marta Passadouro, “trabalha também muito na vertente de aceleração de negócio, completando o triângulo da inovação, da formação e aceleração de criação de negócio”.

      “Estamos a planear acompanhar os parceiros do InnoStars a estarem cada vez mais em consórcios mais competitivos, ajudá-los a preparar propostas mais competitivas e integrar outros parceiros, até fora da rede, que tornem estas propostas mais competitivas para poderem ir buscar financiamento externo”, salientou.

      o EIT Health é uma rede europeia exclusiva das principais empresas, universidades, centros de pesquisa e desenvolvimento, hospitais e institutos, que tem como objetivo construir um ecossistema que permita o desenvolvimento de cuidados de saúde para o futuro, para que os cidadãos europeus possam viver vidas mais longas e saudáveis.

      *In noticias de Coimbra

        03/10/2022

        A DGS E INFARMED LANÇAM CAMPANHA PARA USO RESPONSÁVEL DE MEDICAMENTOS

        A Direção-Geral da Saúde e o Infarmed lançaram uma campanha de sensibilização para prevenir danos relacionados com a medicação, que em casos extremos podem conduzir à morte, no âmbito do Dia Mundial da Segurança do Doente, assinalado no dia 17 de setembro.

        Promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Dia Mundial da Segurança do Doente tem este ano como lema a “Segurança na utilização da medicação” e visa sensibilizar os profissionais de saúde e cidadãos para a importância desta temática, com destaque para a prevenção dos erros relacionados com a medicação e redução de incidentes neste âmbito.

        A DGS e o Infarmed associaram-se a esta iniciativa com a realização de uma campanha, dando assim cumprimento ao preconizado no Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2021-2026.

        A iniciativa da OMS promove este ano o lema “Medicação sem danos” e tem quatro objetivos, entre os quais aumentar a consciencialização sobre o elevado número de danos relacionados com os medicamentos devido a erros de medicação e práticas inseguras.

        Para sensibilizar os profissionais de saúde e cidadãos para a importância desta temática, a DGS e o Infarmed lançaram uma campanha com documentos informativos disponíveis nos seus sites e redes sociais, que também foram disponibilizados em todas as unidades de saúde do SNS, com destaque para a prevenção dos erros relacionados com a medicação e redução de incidentes neste âmbito.

          19/09/2022

          SÓ NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2022 FORAM APROVADOS 42 MEDICAMENTOS INOVADORES

          O Infarmed aprovou 42 medicamentos inovadores em apenas seis meses, quase tantos como no ano de 2021.

          Segundo dados oficiais enviados ao Público, no mesmo período foram aprovados 109 medicamentos genéricos e biossimilares, com os hospitais, de janeiro a maio deste ano, a apresentar uma despesa que ascendeu a 719,3 milhões de euros. Os “medicamentos requerem financiamento para poderem ser utilizados no SNS (de forma gratuita nos hospitais públicos e noutras entidades tuteladas pelo Ministério da Saúde) e comparticipados em função de escalões de comparticipação pré-definidos para o ambulatório”, diz o Infarmed, em resposta ao jornal.

          As condições de financiamento “assentam em vários elementos, desde a análise do rácio de custo-efectividade incremental até à definição de condições assentes em volumes de utilização e partilha de risco com base em resultados”. “No primeiro semestre de 2022, 49 medicamentos inovadores tiveram decisão de financiamento, 42 dos quais positiva.” Nos últimos cinco anos, 2019 foi o que registou o maior número de aprovações: 74.

          Também nos últimos anos, adianta o Infarmed, oncologia, sistema cardiovascular, sistema nervoso central, endocrinologia e anti-infecciosos são as áreas “onde se tem verificado autorização de financiamento de mais medicamentos”. Foram ainda aprovados novos medicamentos para a esclerose múltipla, cancro da mama, cancro do pulmão, insuficiência cardíaca e fibrose quística.

          A autoridade do medicamento explica que os pedidos relativos a medicamentos inovadores “são os que apresentam maior complexidade na sua avaliação” e, por isso, demoram mais tempo. A “média de avaliação da responsabilidade do Infarmed relativa aos medicamentos inovadores aprovados no primeiro semestre de 2022” foi de 343 dias. O Infarmed “desenvolve negociações rigorosas com base nas propostas que recebe e nas análises que efectua, nomeadamente na quantificação do valor terapêutico acrescentado, se existir, no nível de evidência apresentado e no contexto da utilização proposta para cada medicamento”.

          Nos primeiros cinco meses deste ano, os encargos do SNS na área hospitalar foram de 719,3 milhões de euros, mais 12,1% em comparação com o período homólogo, um acréscimo de 77,8 milhões. Trata-se de medicamentos “com valor acrescentado, mas com preços elevados”, tendo sido consumidas “mais de 2.2 milhões de unidades”. “De salientar que os valores da despesa com medicamentos não incluem ainda o impacto de eventuais devoluções de custos por parte das empresas nos casos em que o financiamento dos medicamentos esteja sujeito a condições relativas a preço/volume”, acrescenta a autoridade do medicamento.

          “Relativamente à autorização de financiamento de medicamentos genéricos e biossimilares, até ao final 1.º semestre de 2022 foram aprovados 109 medicamentos, num tempo médio de avaliação de 19 dias”, diz o Infarmed ao Público, uma média que se tem “mantido nos últimos anos”. Estes fármacos permitem ao Estado poupar custos que podem ser redirecionados para outras prioridades.

          *In Netfarma

            12/09/2022

            DESPESA EM SAÚDE TEM AUMENTADO SIGNIFICATIVAMENTE

            A tendência da despesa em saúde tem aumentado, mas no último ano a subida foi ainda clara, sobretudo depois de as famílias portuguesas terem experimentado uma redução em 2020.

            As despesas de saúde aumentaram significativamente de 2020 para 2021 até um total de 23,7 mil milhões de euros. A parcela que mais subiu foi a que é paga diretamente pelos utentes e famílias portuguesas: aumentou 14,7% para quase 6,8 mil milhões de euros. Aquela suportada pelo Estado subiu 11% para 15,6 mil milhões de euros.

            Embora o aumento tenha sido maior no último ano, confirma a tendência de subida que se verificava desde 2014. Em 2021, foi justificado pelo “aumento dos gastos associados ao combate à pandemia” e pela “retoma da assistência nas áreas não covid-19”, de acordo com os dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística, citados pelo Público.

            As despesas pagas pelos utentes correspondem àquilo que não é comparticipado pelo Estado e inclui medicamentos, análises e exames, consultas e cirurgias no setor privado, ente outros. Em 2020, as famílias gastaram cerca de 5,9 mil milhões de euros (menos 906 milhões de euros do que em 2021), porque grande parte dos gastos associados à pandemia de Covid-19 foram suportados pelas entidades públicas e houve uma diminuição da procura dos serviços privados.

            A falta de cobertura do Serviço Nacional de Saúde em algumas áreas de especialidade, a necessidade de ter uma reposta mais rápida dos serviços de saúde e a diminuição da comparticipação do Estado em alguns medicamentos justificam o aumento das despesas, o que coloca Portugal entre os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) onde as famílias têm mais gastos diretos.

            *In Observador

              05/09/2022

              FARMACÊUTICA PROCURA INVESTIR NA PROTEÇÃO DO PLANETA A FIM DE CUIDAR E PROMOVER A SAÚDE HUMANA

              Com as alterações climáticas “a contribuir para o aumento da mortalidade e a agravar diversas doenças”, a GSK quer investir na “proteção do planeta para proteger a saúde das pessoas”.

              Em comunicado, a farmacêutica informa que definiu uma estratégia de “ESG (Environment, Social, Governance), alinhada com os principais desafios ambientas, sociais e de governação, para conseguir impactar positivamente a saúde de 2.5 mil milhões de pessoas nos próximos dez anos”.

              “Há cada vez mais evidência científica a comprovar o impacto das alterações climáticas na saúde das pessoas. É urgente fazer com que todos percebam que manter o planeta saudável é fundamental, para que as pessoas também o sejam. Na GSK, acreditamos que as soluções para combater os problemas ambientais são também motores da saúde humana e, por isso, estamos empenhados em mostrar o que é possível fazer para proteger o nosso planeta e, consequentemente, cuidar e promover a saúde humana”, explica Guilherme Monteiro Ferreira, diretor de acesso ao mercado e assuntos externos da GSK Portugal.

              De acordo com um estudo publicado no início de agosto, na revista Nature Climate Change, “mais de metade das centenas de doenças infeciosas, como a malária e a meningite, sofreram um agravamento devido a alterações climáticas extremas”. A investigação concluiu, ainda, que o aquecimento global, chuvas torrenciais, inundações e a seca, impactaram a infeção por parte de animais portadores de doenças.

              Por seu lado, a OMS “equipara o problema da poluição atmosférica a outros riscos para a saúde global, como uma dieta pouco saudável e o tabagismo. Estudos recentes apontam que a exposição à poluição ambiental esteja a causar sete milhões de mortes prematuras por ano e a resultar na perda de muitos mais milhões de anos de vida. Por outro lado, a Agência Europeia do Meio Ambiente, estima que a poluição esteja associada a mais de 10% dos casos de cancro na Europa”, continua a GSK.

              Assim, a farmacêutica a anuncia que vai investir em seis grandes áreas estratégicas: Poluição atmosférica (reduzir “emissões de gases de efeito de estufa, o desperdício enviado para aterros sanitários e a utilização de água”); Segurança dos recursos hídricos (“é fundamental agir hoje e definir objetivos para ajudar a melhorar o acesso a água, a sua disponibilidade e qualidade”); Proteção das Florestas (“a GSK integra a Coligação LEAF – uma iniciativa público-privada projetada para parar e reverter a destruição das florestas”).

              Destaque também para a Adaptabilidade dos sistemas de saúde (“parceria com a associação Save the Children, em projetos de imunização de crianças na Etiópia para ajudar a reduzir as elevadas taxas de mortalidade infantil nesta região”); Impacto das doenças provocadas pelas alterações climáticas (“investir, nos próximos dez anos, mais de mil milhões de euros para acelerar a I&D na área das doenças infecciosas de elevado impacto”); Bem-estar das populações (“contribuir para a proteção ambiental dos locais onde opera de forma a impactar positivamente a natureza e a saúde humana”).

              *In Netfarma

                29/08/2022

                INFLAÇÃO ESTÁ A TER REPERCUSSÕES NO AUMENTO DA DÍVIDA DO SNS A FORNECEDORES

                Presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares nota que há vários "fatores importantes" a contribuir para a dívida que é a mais alta em oito anos, nomeadamente a inflação.

                A dívida das entidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) a fornecedores externos atingiu em junho o valor mais alto dos últimos oito anos. De acordo com o jornal Público, que cita dados do Portal do SNS, a dívida total ascendia, nesse mês, a 2,3 mil milhões de euros.

                Os valores em dívida dividem-se entre os pagamentos que ainda estão a decorrer e aqueles cujos prazos já foram ultrapassados. Neste caso em específico, esta última parcela representa mais de metade do valor em dívida, mais precisamente 59,4%.

                Ao Público, Xavier Barreto, presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH), justifica que há vários “fatores importantes” a contribuir para esta dívida, desde logo a maior atividade assistencial, necessária para “recuperar a atividade que foi protelada durante a pandemia”.

                Mais do que isso, também a subida dos preços de produção está a pesar no aumento da dívida. A subida do preço dos combustíveis, aponta, “começa a refletir um aumento de gastos importante e não esperado no orçamento de 2022”, o preço da eletricidade “triplicou desde o ano passado” e nota-se um “aumento de preços significativos em praticamente todos os materiais e consumíveis hospitalares” provocado por problemas nas cadeias logísticas, com escassez de matérias-primas.

                Segundo o responsável, também o efeito da inflação, “que não foi acompanhado por variação nos preços dos contratos-programa, e que não estava previsto aquando da elaboração do Orçamento do Estado (OE) de 2022”, é espelhado na dívida.

                A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) assegura que os valores em causa “não integram o impacto das receitas previstas” no Orçamento do Estado, que foi aprovado mais tarde do que é habitual devido à queda do Governo e antecipação das eleições.

                “Com a aplicação do OE 2022, em julho foram atualizados em cerca de 292,8 milhões de euros os montantes transferidos para as entidades do SNS, prevendo-se que este reforço financeiro se reflita na diminuição da dívida total a Julho”, realçou a entidade ao mesmo jornal.

                *In Observador

                  08/08/2022

                  INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL UTILIZADA PARA O DESENVOLVIMENTO DE MEDICAMENTOS PERSONALIZADOS

                  A iLoF anuncia uma nova ronda de US $5 milhões em financiamento para apoiar a sua visão de democratizar o acesso à medicina personalizada para milhões de pessoas que vivem com doenças complexas. Atualmente, a plataforma inteligente da iLoF está a angariar grandes quantidades de dados para construir uma biblioteca de perfis biológicos, reunindo físicos, biólogos e cientistas de dados de classe mundial na busca de uma nova forma de desenvolver tratamentos personalizados e identificar perfis biológicos que possam salvar vidas a pacientes em todo mundo.

                  A nova ronda de financiamento foi liderada pela portuguesa Faber, contando com a participação dos fundos norte-americanos M12, o fundo de capital de risco da Microsoft, e Quiet Capital, e dos fundos europeus Lunar Ventures, Alter Venture Partners, re.Mind Capital e Fluxunit, o fundo de capital de risco da ams OSRAM. O angel investor Charlie Songhurst, ex-director geral da Microsoft, e a Berggruen Holdings, o family officer de Nicolas Berggruen, investidor e filantropo, também participaram na ronda.

                  Este financiamento será usado para acelerar compromissos atuais com algumas das principais empresas globais no espaço Farmacêutico, Biotecnológico e Clínico, tendo como objetivo acelerar pilotos correntes e futuros e agilizar o desenvolvimento da plataforma. No total, a empresa arrecadou mais de US $8 milhões em financiamento até o momento.

                  Até 2023, a equipa contratará mais de 20 pessoas, em perfis de física, ciência de dados, biologia e gestão de produto.

                  Luis Valente, cofundador e CEO da iLoF: “Durante anos, os tratamentos foram desenvolvidos com a suposição de que funcionam para todos. No entanto, cada pessoa é diferente e, para muitas doenças graves, como Alzheimer, vários fatores podem contribuir para a eficácia de um tratamento em um determinado paciente. Isto significa que milhões de pacientes vivem atualmente sem acesso a um tratamento eficaz e modificador da doença - o que instigou a missão por detrás da iLoF. Capturamos grandes quantidades de dados para criar cópias digitais de perfis biológicos e subtipos de doenças, que armazenamos na nossa biblioteca digital. Diferentes perfis de pacientes poderão assim ser selecionados e rastreados pela plataforma, acelerando o desenvolvimento de tratamentos eficazes e personalizados, e permitindo ensaios clínicos mais humanos e centrados no paciente.”

                  Luís Valente continua: “A visão de longo-prazo é crescer a nossa biblioteca digital de biomarcadores e colocá-la ao serviço dos pacientes, através de uma plataforma inovadora de triagem de doenças. Para além de apoiar investigadores e cientistas, colocar esta ferramenta ao serviço de pacientes em todo o mundo, aprofundando a nossa compreensão das doenças e ajudando os clínicos a detetar algumas das doenças mais graves e mortais do mundo, como cancro do ovário, ou a doença de Alzheimer”.

                  A plataforma da iLoF faz uso de uma ampla gama de sinais óticos, criando assim assinaturas ricas do conjunto de partículas em amostras biológicas, que são depois convertidas em réplicas biodigitais. Estas réplicas superam largamente os limites tradicionais da análise bioquímica, pelo facto de poderem ser reanalisadas ​​um número potencialmente infinito de vezes. Com isto, é possível acelerar exponencialmente a busca por novos padrões moleculares e clínicos, o que pode ser a chave para o desenvolvimento de novas terapêuticas eficazes, ou para um diagnóstico mais preciso de pacientes.

                  Durante a pandemia, a iLoF colaborou com o Hospital de São João e a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto para perceber como a plataforma pode ajudar a gerir o fluxo de doentes COVID-19 e assim otimizar recursos críticos. Nesse âmbito, a empresa demonstrou ser capaz de distinguir com precisão os pacientes com maior probabilidade de admissão nos Cuidados Intensivos, o que pode permitir aos hospitais uma gestão radicalmente mais eficiente dos seus recursos.

                  Sobre o investimento na iLoF, Sofia Santos, Partner da Faber, comentou:

                  "A iLoF tem o poder de impactar positivamente milhões de pacientes em todo o mundo e  tornar-se uma peça fundamental no mercado da medicina personalizada, avaliado em US $500 mil milhões (2021). A solução que combina fotónica e inteligência artificial pode transformar o diagnóstico e a triagem de múltiplas doenças complexas, ao mover progressivamente os cuidados de saúde de uma abordagem centralizada em hospital para uma abordagem focada no paciente e a um custo muito inferior. “

                  A iLoF é liderada pelo CEO Luis Valente, empreendedor nomeado Forbes 30 under 30 for Science and Healthcare; COO Mehak Mumtaz, Bioquímica de Oxford Ph.D. e especialista em medicina personalizada; e CSO Paula Sampaio, cientista sénior e coordenadora da Plataforma Portuguesa de Bioimagem.

                  Inicialmente formada durante a participação no programa Wild Card da EIT Health e acelerada na Oxford Foundry, a equipa iLoF é composta por 20 cientistas, empreendedores e investigadores internacionais.

                  *In Atlas da Saúde

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