SNS INAUGURA SEDE DE DIREÇÃO EXECUTIVA
A Acompanhado pela Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, o Primeiro-Ministro marcou presença na inauguração da nova sede da Direção Executiva do SNS, no Porto, onde falou dos grandes desafios que o SNS enfrenta.
Luís Montenegro reconheceu que se vive “um tempo estranho” marcado por uma forte pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde, mas sublinhou que, apesar de ter problemas que é preciso não descurar e ultrapassar, o SNS “é um dos melhores sistemas do mundo”.
Sem ignorar os constrangimentos existentes, reconheceu desafios estruturais, como a saída de profissionais qualificados para o estrangeiro, o envelhecimento da população e o aumento da procura associado aos fluxos migratórios recentes. “São realidades novas para as quais o sistema tem de continuar a adaptar-se”, afirmou.Apesar dos desafios e das dificuldades, o Primeiro-Ministro garantiu que o Governo não se vai afastar do caminho traçado. “Há uma coisa com que podem contar da parte deste Governo, deste Primeiro-Ministro e desta Ministra, é que nunca vai haver abandono da tendência transformadora e reformista”, assegurou.
A estratégia passa pelo reforço das condições remuneratórias, de carreira e de trabalho dos profissionais de saúde, pela reforma organizacional do sistema com novos modelos de unidades de saúde, e por soluções para aliviar a pressão nas urgênciasO Primeiro-Ministro elogiou a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que “tem evidenciado um nível de competência e de resistência notáveis”, e prestou reconhecimento aos profissionais que, “numa situação de grande pressão e elevadíssima complexidade”, asseguram o funcionamento de um sistema que oferece aos cidadãos uma garantia de acesso à saúde “como há em poucos países do mundo”.
o Diretor Executivo do SNS, Álvaro santos Almeida, referiu que o momento da inauguração da nova sede “assinala uma nova fase na gestão do Serviço Nacional de Saúde. Um novo SNS, com gestão descentralizada, com suficiente diversidade que permita a adaptação às realidades locais, mas que exige a coordenação nacional da Direção Executiva para assegurar um todo coerente e equitativo”. A nova sede da Direção Executiva do SNS, fica situada no Porto, em instalações próprias, concretizando a estratégia de descentralização de serviços do Estado central.
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INSA SELECCIONADO PARA CONSÓRCIO DE LABORATÓRIOS EUROPEU
A Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) é um de 8 laboratórios que vão fazer parte do consórcio que foi selecionado para constituir o Laboratório Europeu de Referência para os Vírus Respiratórios (EURL RV).
Criado em colaboração com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), o EURL RV será parte integrante das redes de doenças coordenadas por este organismo e tem como objetivo reforçar a preparação e a resposta a ameaças transfronteiriças graves, numa altura em que há um número crescente de pessoas a procurar cuidados de saúde no espaço da União Europeia (UE), devido à circulação significativamente elevada de vírus respiratórios.
Estes laboratórios europeus apoiam os laboratórios nacionais de referência para os vírus respiratórios, garantindo a comparabilidade dos dados e o reforço das capacidades em matéria de métodos laboratoriais.
Exemplo disso são os esforços para harmonizar diagnósticos e testes para a vigilância, notificação e comunicação de doenças, bem como reunir conhecimentos científicos em toda a UE para melhorar a preparação, a deteção rápida e a resposta.
O INSA é, desde 2023, coordenador do Programa Nacional de Vigilância da Gripe e outros Vírus Respiratórios, na qualidade de Laboratório do Estado no setor da saúde, de Laboratório Nacional de Referência para a saúde e de Observatório Nacional da Saúde.
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SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE INVESTE NA INVESTIGAÇÃO CLÍNICA
A Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), a Fundação Gulbenkian Institute of Molecular Medicine (GIMM) e a Universidade de Évora assinaram, terça-feira, dia 16 de dezembro, um memorando de entendimento com vista à criação de uma nova Unidade de Investigação Clínica na ULSAC.
A iniciativa, enquadrada no programa GIMM CARE e financiada pelo programa Teaming for Excellence da Comissão Europeia, visa aproximar a investigação da prática clínica e assenta num modelo sustentável e que pode vir a ser reproduzido noutras unidades do sistema de saúde português.
Para a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, este protocolo insere-se numa estratégia institucional que integra consolidação científica e excelência assistencial, reconhecendo a investigação clínica como um instrumento essencial para melhorar os cuidados de saúde prestados aos utentes.
Segundo Carlos Mateus Gomes, Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, a criação desta Unidade de Investigação Científica “representa um passo estratégico para reforçar a eficiência dos cuidados de saúde”, ao mesmo tempo que “potencia a competitividade da região e atrai talento altamente qualificado”. “Para a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, este investimento traduz-se em melhorias diretas na organização dos cuidados, na experiência dos utentes e nas condições de trabalho dos profissionais, potenciando resultados em saúde mais eficazes e processos mais eficientes. Os benefícios esperados têm potencial para superar amplamente o investimento inicial, contribuindo para o cumprimento da missão institucional e para a criação de valor a longo prazo”, acrescenta Carlos Mateus Gomes.
Já Fausto Lopo de Carvalho, Administrador Executivo da GIMM CARE, considera que este projeto “poderá ter um efeito catalisador de retenção de talento no SNS e no desenvolvimento regional, através da promoção de investigação biomédica”.
A Reitora da Universidade de Évora, Hermínia Vasconcelos Vilar, destaca, por seu lado, o impacto desta colaboração no reforço do conhecimento científico e tecnológico, bem como na criação de novas oportunidades para estudantes e investigadores, em particular na área da saúde, área de desenvolvimento estratégico da Universidade.
A Unidade de Investigação Clínica de Évora, deverá começar a funcionar no final de 2027, data em que deverá ser concluída a obra do novo Hospital Central do Alentejo.
Esta Unidade vai focar-se na formação de profissionais e no desenvolvimento de ensaios clínicos em áreas como as doenças cardiovasculares e a oncologia e insere-se num projeto de criação de um grande centro de investigação clínica a nível europeu.
Nesse sentido, a Fundação GIMM assinou o mês passado um memorando idêntico com o Hospital Amadora-Sintra, apostando numa estratégia de criação de uma rede multicêntrica dedicada à investigação clínica em Portugal para competir a nível internacional.
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