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Tesera circular

30/09/2024

SAÚDE INOVA ATRAVÉS DE FERRAMENTAS DIGITAIS

Iniciativa pretende dar resposta aos utentes sem médico de família e complementar os cuidados prestados presencialmente.

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Oeste está a implementar soluções de utilização das ferramentas digitais como complementares aos cuidados prestados presencialmente, no que respeita a consultas médicas, com foco nas necessidades das pessoas, investimento em cuidados de qualidade e privilégio pelas atividades preventivas e de continuidade.

Por forma a dar resposta às necessidades de saúde dos seus utentes, com garantia de cuidados às pessoas que não têm médico de família atribuído, estão a iniciar-se consultas por vídeo, com médicos especialistas de Medicina Geral e Familiar.

Estas consultas darão resposta aos pedidos dos utentes, numa primeira fase. Decorrerão nos Centros de Saúde, sempre com apoio administrativo e de enfermagem, em gabinete individual, tal como aconteceria com a presença física de médico. Nestas consultas, além da avaliação da situação atual do utente, serão emitidos os exames complementares considerados necessários, mediante a sua situação clínica e, agendada consulta subsequente para reavaliação pela mesma equipa, caso seja necessário.

De acordo com a ULS do Oeste, este projeto piloto que se inicia em Bombarral e Peniche, será alargado mediante as necessidades aos locais onde se verificam as maiores carências, numa primeira fase e, aos Centros de Saúde onde não tem sido possível garantir cuidados médicos preventivos aos grupos de risco e vulneráveis, numa segunda fase.

Até ao final de 2024, a ULS do Oeste espera realizar cerca de 3 mil consultas nesta modalidade, ajudando a resolver a lista de espera para consulta por iniciativa do próprio utente e a iniciar o convite pró-ativo das pessoas com doença crónica.

    23/09/2024

    PLANO DE EMERGÊNCIA E TRANSFORMAÇÃO DA SAÚDE EM REVISTA

    Das 15 medidas urgentes do Plano de Emergência e Transformação da Saúde, oito estão concluídas, seis estão em curso, e uma ainda será iniciada, disse a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins na conferência de imprensa em que fez o primeiro balanço da aplicação do Plano, 100 dias após a sua aprovação.

    «O que ainda não foi feito é porque está a ser feito como tem de ser feito», disse, acrescentando que «há medidas com constrangimentos legais» e que não é possível «mudar tudo em três meses», nem «ninguém prometeu isso».

    O Plano dividia as 54 medidas entre 15 urgentes, para responder a problemas imediatos, 24 prioritárias, para necessidades imediatas ou de curto e médio prazo, e 15 estruturantes que visam reformar o sistema de saúde.

    Cirurgias aumentam

    Ana Paula Martins destacou, no topo das medidas urgentes, a redução da lista de espera para cirurgia oncológica – OncoStop2024 –, tendo sido realizadas 25 800 cirurgias, de 1 de maio a 30 de agosto. «Um crescimento de 15,8%, comparativamente com 2023».

    Assim, «deixou de haver doentes com cancro à espera de marcação de cirurgia acima do tempo medicamente aceitável», disse, acrescentando que 99% destes doentes foram operados no Serviço Nacional de Saúde.

    A segunda medida prioritária – a aproximação do Serviço Nacional de Saúde ao cidadão através da Linha SNS24 – também «se encontra concluída». «Em apenas três meses, foram realizadas 51 589 chamadas aos doentes pelo SNS24. Destes contactos, foram agendadas 7 370 cirurgias».

    Mais grávidas encaminhadas

    A linha SNSGrávida – outra medida urgente – recebeu 25 718 chamadas de junho a agosto, tendo 3 666 grávidas sido «aconselhadas a ficar em casa» e 3 685 «encaminhadas para cuidados de saúde primários».

    Isto significa que 28,6% das grávidas que ligaram para a linha «não tiveram necessidade de ir a uma urgência, dando assim espaço a 17 910 casos verdadeiramente urgentes».

    A Ministra referiu que «não correu tudo bem» nas urgências de obstetrícia ao longo dos últimos três meses, tendo alguma estado encerradas – mas podendo as grávidas saber online quais a urgências abertas em cada dia.

    O Governo vai continuar «a trabalhar nesta verdadeira reforma das urgências de obstetrícia, há muito trabalhada e muitas vezes por anteriores governos anunciada, de forma a garantir mais acesso e segurança a todas as grávidas».

    Mais centros de atendimento clínico

    Foram criados dois centros de atendimento clínico em pouco mais de um mês, em Sete Rios (lisboa) e da Prelada (Porto) que já atenderam 2 043 utentes com pulseiras azuis e verdes, encaminhados dos hospitais de Santa Maria (Lisboa) e de São João e Santo António (Porto).

    «É de realçar que os tempos médios de espera destes doentes foi de 15 minutos», afirmou. Brevemente serão a abertos de mais CAC no País.

    Ana Paula Martins afirmou que «o tema da saúde próxima e familiar é seguramente (…) um dos mais difíceis. Quando tomámos posse, encontrámos um país onde 1,7 milhões de portugueses não tinha médico de família. As quatro medidas deste eixo encontram-se em curso, mas não vamos desistir de nenhuma. Nada ficou parado».

    USF modelo C avançam

    Uma das medidas do Plano é a criação de Unidades de Saúde Familiar modelo C, previstas no Estatuto do Serviço Nacional de Saúde mas nunca criadas, e também no Plano, para «abertura de resposta assistencial nos cuidados de saúde primários ao setor social e privado», disse Ana Paula Martins.

    As USF modelo C que aumentam a «capacidade de resposta em regiões carenciadas», com indicadores mais exigentes de tempo de resposta aos utentes do que os já existem atualmente nas USF tipo B.

    Vinte USF modelo C, geridas pelos setores social e privado, abrirão em Lisboa e Vale do Tejo (10), Algarve (5) e Leiria (5), as zonas mais carenciadas de médicos de família.

    A criação desta unidade será aprovada no Conselho de Ministros de 5 de setembro, anunciou a Ministra da Saúde, que referiu também que, grupos de profissionais de saúde podem juntar-se para concorrer a estas unidades como entidades privadas.

    Ecografias obstétricas com preço revisto

    A Ministra da Saúde anunciou também o aumento dos preços que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) paga pelas ecografias obstétricas feitas por clínicas privadas ou sociais «que, devido a valores muito baixos, estavam a deixar de ter convenções com o SNS».

    Esta decisão tinha «grande urgência» devido ao acentuar das dificuldades em encaminhar as mulheres para fazerem as suas ecografias na gravidez para o setor privado. Vai custar 3,6 milhões de euros por ano.

    O Despacho atualiza os preços aumentou a ecografia obstétrica do primeiro trimestre, realizada entre as 11 e as 13 semanas e seis dias de gestação, para 70 euros, mais 55,50 euros do que era pago antes.

    A ecografia do segundo trimestre, também conhecida por morfológica e que deve ser realizada entre as 20 e as 22 semanas, passa a ser paga a 120 euros, aumentando 81 euros.

    A ecografia do terceiro trimestre, entre as 30 e as 32 semanas, passa a ter um valor de 70 euros, um aumento de 55,50 euros.

    Vai ser obrigatório que o médico que executa o exame tenha a competência em ecografia obstétrica diferenciada.

    Na conferência de imprensa estiveram ainda presentes as Secretárias de Estado da Saúde, Ana Povo, e da Gestão da Saúde, Cristina Vaz Tomé.

      16/09/2024

      PUBLICADAS LISTAS NOMINATIVAS NOVAS UNIDADES LOCAIS DE SAÚDE

      Em cumprimento do n.º 8 do artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 102/2023, de 7 de novembro, publicam-se os projetos de lista nominativa de transição de trabalhadores para as Unidades Locais de Saúde, E.P.E. identificadas no artigo 1.º do mesmo diploma, aprovados por despacho de Sua Excelência o Secretário de Estado da Saúde, de 19.12.2023.

      Mais se informa que, em observância do disposto no artigo 121.º e 122.º do Código do Procedimento Administrativo, os trabalhadores têm direito a pronunciar-se sobre o teor do respetivo projeto de lista mediante requerimento a dirigir ao Presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde, I.P. territorialmente competente, no prazo de dez dias úteis contados da sua notificação.

      ULS do Alto Ave
      ULS do Alentejo Central
      ULS do Algarve
      ULS do Alto Alentejo
      ULS do Alto Minho
      ULS do Arco Ribeirinho
      ULS de Almada Seixal
      ULS de Amadora/Sintra
      ULS de Braga
      ULS Baixo Alentejo
      ULS de Barcelos/Esposende
      ULS do Baixo Mondego
      ULS de Coimbra
      ULS da Cova da Beira
      ULS de Castelo Branco
      ULS de Entre Douro e Vouga.

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