AVANÇA MODELO DE DESCENTRALIZAÇÃO NO SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve continua a reforçar o modelo de proximidade no acesso aos cuidados de saúde, com a realização de consultas descentralizadas de especialidade hospitalar em vários centros de saúde da região. Em abril, arrancaram as consultas descentralizadas de Cardiologia no Centro de Saúde de Almancil, asseguradas pelo médico cardiologista Nuno Marques, de regresso ao Hospital de Faro.
De acordo com a ULS do Algarve, só nos primeiros quatro meses de 2025, foram realizadas 6.381 consultas de especialidades hospitalares descentralizadas, um aumento significativo face ao total anual de 18.127 em 2024 e 11.417 em 2023.
A iniciativa, que começou com consultas de saúde mental (Psicologia e Psiquiatria), foi progressivamente alargada a outras áreas, nomeadamente Pediatria e Medicina Interna em Aljezur, desde 2022. Atualmente, abrange especialidades como Oncologia, Neurocirurgia, Cuidados Paliativos, Pneumologia (Reabilitação) e Farmácia Oncológica, com dispensa de medicação em contexto descentralizado.
As consultas especializadas já estão disponíveis em 13 dos 16 concelhos algarvios, incluindo: Aljezur, Albufeira, Castro Marim, Faro, Lagoa, Lagos, Loulé, Olhão, Monchique, Portimão, Tavira, Vila do Bispo e Silves.
Ao longo de 2025, a ULS do Algarve prevê ainda alargar as consultas descentralizadas de Pediatria a mais unidades dos Cuidados de Saúde Primários, assim como está previsto o alargamento de consultas descentralizadas a outras especialidades hospitalares.
Segundo a ULS do Algarve, com esta estratégia, a região caminha para uma saúde mais próxima das pessoas, enfrentando não apenas os desafios geográficos da região, mas também consolidando um modelo de SNS mais próximo e eficaz.
SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE INVESTE NA MODERNIZAÇÃO DE SERVIÇOS
A Unidade Local de Saúde (ULS) de Trás-os-Montes e Alto Douro realizou, no passado dia 14 de abril, a sua primeira intervenção endovascular ao nível do arco aórtico, através da implantação de uma endoprótese ramificada. Este procedimento inovador teve como objetivo o tratamento de uma úlcera aterosclerótica penetrante, patologia cuja rotura apresenta um elevado risco de mortalidade.
De acordo com Luís Machado, Diretor do Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular, “o procedimento decorreu de forma tranquila e com sucesso, constituindo um importante passo na afirmação e consolidação da diferenciação técnica e científica do Serviço na abordagem de casos aórticos complexos.” O especialista salientou ainda que “esta diferenciação se prevê continuar a elevar-se com a conclusão da nova sala de angiografia digital”.
A técnica aplicada, considerada minimamente invasiva, permite uma recuperação mais rápida e confortável para o doente, em comparação com a cirurgia aberta convencional aberta. A intervenção representa também a primeira utilização deste tipo de endoprótese ramificada na região de Trás-os-Montes e Alto Douro. Esta nova tecnologia, recentemente introduzida na Europa, representa um avanço significativo na abordagem de patologias vasculares complexas, tendo sido aplicada em poucos casos em Portugal, até ao momento. “Este caso vem reforçar a contínua diferenciação técnica e assistencial que o Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular tem vindo a desenvolver”, sublinha Luís Machado.
Com quase 100 aneurismas da aorta tratados, o Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular da ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro aproxima-se de uma marca significativa, demonstrando o seu compromisso com a melhoria contínua dos cuidados de saúde na região.
*in Portal SNS
SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE MODERNIZA DISPOSITIVOS MÉDICOS
A Unidade Local de Saúde (ULS) da Lezíria iniciou a implementação de um projeto inovador destinado a modernizar a gestão da sua Unidade de Esterilização, reforçando a segurança dos doentes, a eficiência dos processos e a sustentabilidade ambiental.
A reunião de arranque decorreu no dia 7 de maio e marcou o início do projeto “Implementação de sistema informático de gestão e rastreabilidade de Dispositivos Médicos de Uso Múltiplo”. A iniciativa pretende digitalizar e informatizar todo o ciclo de reprocessamento dos dispositivos médicos reutilizáveis, assegurando a rastreabilidade desde a utilização até à reesterilização.
A Unidade de Esterilização da ULS Lezíria tem um papel fundamental na segurança clínica, permitindo garantir a disponibilidade atempada de dispositivos em condições ideais de utilização. Ao mesmo tempo, contribui para uma gestão mais racional dos recursos, reduzindo o desperdício e o consumo de papel, em alinhamento com os objetivos do Plano Nacional de Saúde 2021-2030.
A implementação será faseada e abrangerá todos os serviços da ULS da Lezíria, incluindo hospitais e cuidados de saúde primários. O arranque nos serviços utilizadores está previsto para a segunda quinzena de julho.
A equipa responsável pelo projeto integra profissionais de diversas áreas: Graça Teixeira (Enfermeira Chefe da Unidade de Esterilização), Sofia Ferreirinha (enfermeira), Cristina Costa (gestora hospitalar), Pedro Teixeira (diretor de Tecnologias de Informação) e Jorge Martins (enfermeiro responsável pelos Sistemas de Informação).
Segundo a ULS da Lezíria, o projeto reforça a aposta da instituição numa saúde mais inovadora, sustentável e centrada na qualidade dos cuidados prestados.
