SNS APOSTA NA REDUÇÃO DO DESPERDÍCIO DE MEDICAMENTOS
A Unidade Local de Saúde do Alto Ave registou, no primeiro semestre de 2025, um desperdício de medicamentos de apenas 0,002%, correspondente a 499,51 €, num universo total de 25,5 milhões de euros em consumos, um valor que a unidade assinala como “histórico”.
Em simultâneo, os custos com medicamentos diminuíram 1,5% face ao ano de 2024, resultado de medidas como a otimização terapêutica, revisão e melhoria dos circuitos logísticos e operacionais e negociação ativa com a indústria farmacêutica.
Para o Gestor dos Serviços Farmacêuticos, Luís Vales, estes resultados “refletem o esforço coletivo da nossa equipa em implementar práticas eficazes, com benefícios claros para o sistema de saúde e para a sociedade”.
Já o Presidente do Conselho de Administração da ULS, Pedro Cunha, destaca que estes números “confirmam a qualidade técnica e o profissionalismo das nossas equipas. A gestão eficiente de recursos é um pilar estratégico da ULS do Alto Ave, e este é um excelente exemplo de como é possível articular responsabilidade financeira com excelência clínica. Reduzir o desperdício e os custos mantendo elevados padrões de cuidado é um objetivo que continuaremos a perseguir.”
De acordo com a ULS do Alto Ave, com estes resultados, a instituição reafirma assim a aposta numa gestão clínica e financeira sustentável e de proximidade com os utentes.
SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE INVESTE EM TECNOLOGIAS DA SAÚDE
A Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD) registou um crescimento relevante na atividade assistencial entre janeiro e junho de 2025, com mais consultas hospitalares e de cuidados primários, mais cirurgias e um aumento no número de partos e sessões de hospital de dia. Em simultâneo, foi autorizado um investimento de 6,5 milhões de euros para modernização tecnológica, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e reforçado o número de médicos especialistas nos cuidados primários.
No primeiro semestre do ano, a ULSTMAD realizou 201.553 consultas hospitalares, o que representa um aumento de 5,7% face ao mesmo período de 2024. Também nos cuidados de saúde primários se registou crescimento, com um total de 490.244 consultas efetuadas.
A área cirúrgica operou 9.895 doentes, mais 1,5% do que no ano anterior, e os Hospitais de Dia tiveram um aumento significativo, sobretudo nas sessões de hemodiálise (+15,4%) e de oncologia (+0,8%). O bloco de partos registou um total de 565 partos, mais do que no mesmo período de 2024.
A ULSTMAD viu aprovado um investimento de 6,5 milhões de euros no âmbito do Programa de Modernização Tecnológica do SNS, que permitirá adquirir um Sistema Cirúrgico Robótico, um novo TAC e uma nova Ressonância Magnética (RMN).
O novo robot cirúrgico, a instalar no Bloco Operatório da Unidade Hospitalar de Vila Real, beneficiará diretamente as especialidades de Cirurgia Geral, Ginecologia, Otorrinolaringologia e Urologia.
A resposta assistencial da ULSTMAD foi ainda reforçada com a contratação de dez médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar e um especialista em Saúde Pública, que irão reforçar as equipas dos centros de saúde de Montalegre, Penedono, Valpaços, Vila Pouca de Aguiar, Sernancelhe, Boticas, Alijó, Armamar e Peso da Régua.
GOVERNO REFORÇA SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE COM VERBA DE 200 MILHÕES DE EUROS
As Unidades Locais de Saúde (ULS) e dos Institutos Portugueses de Oncologia (IPO) vão receber cerca de 200 milhões de euros para o pagamento de dívidas destas entidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com o objetivo de robustecer a respetiva sustentabilidade financeira.
O Governo autorizou um reforço de verbas para as ULS e IPO, no valor total de 199.143.261 euros, através de um despacho conjunto do Ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins.
Trata-se de um esforço contínuo para garantir a prestação de cuidados de saúde de elevada qualidade e acessíveis a todos os cidadãos e para assegurar, também, os compromissos devidos para com todas as empresas que diariamente acautelam o fornecimento de bens e serviços necessários ao bom funcionamento do SNS.
Importa assegurar a sustentabilidade das entidades do SNS que prestam cuidados de saúde, a melhoria da sua eficiência operacional, a adequação dos recursos disponíveis e a valorização do seu bom desempenho.
O montante em causa destina-se à liquidação dos pagamentos em atraso há mais de 90 dias, relativos à aquisição de medicamentos e de dispositivos médicos.
A execução desta medida será acompanhada e monitorizada pela Administração Central do Sistema de Saúde, I.P. (ACSS) e pela Inspeção-Geral de Finanças (IGF), através de mecanismos rigorosos que asseguram a transparência e a boa gestão dos fundos atribuídos.
Esta ação reflete uma visão estratégica e integrada para o futuro da sustentabilidade do SNS, apostando na sua valorização enquanto pilar fundamental do Estado Social e instrumento essencial para a coesão social.
*in Portal do SNS
