SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE INVESTE EM ROBOTS CIRÚRGICOS
A Unidade Local de Saúde (ULS) de Viseu Dão-Lafões adquiriu o seu primeiro robô cirúrgico, num investimento de cerca de 1,9 milhões de euros, integralmente financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O novo equipamento, instalado no Hospital de São Teotónio, foi concebido para realizar cirurgias minimamente invasivas nas áreas de Cirurgia Geral, Ginecologia e Urologia. Trata-se do sistema HUGO™ RAS, uma plataforma modular multi-quadrante concebida para uma vasta gama de procedimentos cirúrgicos e combina instrumentos articulados, visualização 3D e ainda uma opção de gravação de vídeo cirúrgico.
A introdução desta tecnologia permitirá reduzir o tempo de internamento e de recuperação dos doentes, diminuir o risco de complicações e infeções e proporcionar um regresso mais rápido à rotina diária, com melhor qualidade de vida.
O contrato de aquisição inclui ainda um programa de formação especializada para as equipas cirúrgicas (médica e de enfermagem), procurando garantir a capacitação completa das equipas e a utilização progressiva desta tecnologia nas diferentes especialidades.
De acordo com a ULS de Viseu Dão-Lafões, com este investimento, a instituição pretende garantir cuidados de saúde de última geração aos seus utentes independentemente da sua localização geográfica, reforçando a coesão territorial, bem como condições de atração e retenção de profissionais altamente qualificados no Serviço Nacional de Saúde.
IGAS INVESTIGA CONFLITO DE INTERESSES EM CONTRATOS
A Inspecção-Geral de Actividades em Saúde está a investigar o eventual conflito de interesses nos contratos celebrados entre a Unidade Local de Saúde de Braga e a empresa privada alegadamente pertencente ao seu ex-director de Oftalmologia, foi anunciado esta quarta-feira.
IGAS investiga eventual conflito de interesses em contratos de Oftamologia na ULS Braga "O processo tem como objectivo analisar o eventual conflito de interesses com a contratualização de serviços, da área de oftalmologia, com empresa privada que alegadamente pertenceria ao director do Serviço de Oftalmologia da Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga", refere a nota.
Em causa estão contratos, no valor de 27 milhões de euros, celebrados ao longo de 15 anos entre a ULS de BRAGA e uma empresa que pertenceria ao seu então director do Serviço de Oftalmologia, Fernando Vaz.
No comunicado, a ULS acrescentava que a relação contratual com a empresa Iberoftal, de Fernando Vaz, teve origem durante o período da parceria público-privada (PPP), transitando depois para o modelo de Entidade Pública Empresarial (EPE), a 1 de Setembro de 2019.
Dizia ainda que esta relação se manteve em vigor até final de 2023, com o arranque do novo modelo de gestão das unidades locais de saúde (ULS).
Entre 2019 e 2023, os valores implicados na prestação de serviços foram superiores a 18,1 milhões de euros.
No início de 2024, foi promovido um concurso público internacional para a prestação de serviços de oftalmologia, a vigorar durante todo esse ano.
REALIZADA CONFERÊNCIA A RESPEITO DA REGULAÇÃO DA SAÚDE
O Secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Rocha Gonçalves, encerrou a “Conferência ERS 2025 – Regulação da Saúde no Futuro: Entre a proteção dos Utentes e a Transformação do Setor”, onde sinalizou que a regulação “surge não como um acessório, mas como condição de justiça, de eficiência e, acima de tudo, de confiança”.
A transformação digital, a inteligência artificial, o big data clínico e a telemedicina transfronteiriça são desafios que vão transformar a ação da regulação, uma vez que “não cabem já no quadro regulatório tradicional”, fez notar o Secretário de Estado no evento que teve lugar no dia 23 de outubro, no Centro de Congressos Porto Palácio.
“Também o envelhecimento demográfico, a pressão financeira e a emergência climática exigem que a regulação deixe de ser apenas reativa, para se tornar antecipatória”, acrescentou.
Para o governante, num tempo “em que a confiança nas instituições se revela frágil, a regulação independente assume-se como um pilar do contrato democrático”, enquanto destaca que “sem regulação sólida, não há sustentabilidade possível para os sistemas públicos de saúde”.
Francisco Rocha Gonçalves disse, ainda, que a ERS – Entidade Reguladora da Saúde tem sido “o garante dessa confiança”, trabalhando para que não exista discriminação entre os utentes, bem como para que as unidades cumpram “padrões mínimos de segurança” e de que concorrência “é exercida dentro de limites justos”.
