SERVIÇO NACIONAL DA SAÚDE INVESTE EM PROGRAMA DE CIRÚRGIA ROBÓTICA
O Hospital Ortopédico Sant’Iago do Outão, integrado na Unidade Local de Saúde (ULS) da Arrábida, realizou, pela primeira vez, uma cirurgia robótica ao joelho.
Com este procedimento inovador, a instituição reforça “o seu compromisso com a excelência, a diferenciação tecnológica e a vanguarda na área da Ortopedia”, lê-se no comunicado divulgado pela ULS Arrábida.
“A cirurgia robótica constitui uma evolução significativa na ortopedia moderna, permitindo uma precisão acrescida na execução dos procedimentos, menor agressão cirúrgica e uma redução do risco de complicações, com impacto direto na melhoria dos resultados funcionais”, refere a instituição em comunicdo, adiantando: “Para os doentes, esta abordagem traduz-se em benefícios claros, nomeadamente uma recuperação mais célere, menor dor no pós-operatório e um processo de reabilitação mais eficaz”.
Este primeiro procedimento marca o arranque do Programa de Cirurgia Robótica em Ortopedia da ULS da Arrábida.
ALGARVE CONTARÁ COM NOVA UNIDADE HOSPITALAR
A Ministra da Saúde visitou, na segunda-feira, o terreno onde será construído o futuro Hospital Central do Algarve em regime de parceria público-privada. Para Ana Paula Martins, esta unidade representa uma «decisão histórica» para os algarvios, para o Algarve e para todo o país.Este novo hospital «é um investimento que vem finalmente dar resposta às atuais limitações dos hospitais de Faro e de Portimão, bem como ao crescimento demográfico desta região e à pressão devido ao turismo no Algarve», acrescentou a Ministra da Saúde.
Ana Paula Martins destacou ainda o papel relevante que este novo hospital vai ter em termos de formação, tendo em conta o apoio que irá dar aos cursos na área das Ciências da Saúde da Universidade do Algarve. «Precisamos de um hospital que tenha complexidade e diferenciação, porque o Algarve é uma região universitária», justificou.
No futuro hospital, estão previstas 742 camas, 18 salas de bloco operatório, 74 gabinetes de consulta, 10 blocos de partos e diversos hospitais de dia, além de equipamento de tecnologia médica avançada.
Nesta ocasião foram ainda assinados dois acordos relativos ao Hospital Central do Algarve: o Acordo Estratégico, entre o Ministério da Saúde, a Associação de Municípios Loulé/Faro e as autarquias de Loulé e de Faro; e o Acordo de Acompanhamento, entre a Unidade Local de Saúde do Algarve e a Universidade do Algarve.
O investimento previsto para a construção do novo hospital do Algarve é na ordem dos 426,26 milhões de euros.
A Ministra da Saúde aproveitou ainda esta deslocação ao Algarve para visitar a Unidade Local de Saúde do Algarve, onde inaugurou a remodelação do Bloco Operatório Central do Hospital de Faro e visitou a obra de remodelação do Serviço de Psiquiatria desta ULS, também em Faro.
A intervenção realizada no bloco operatório rondou os €9,3 milhões e foi, parcialmente, cofinanciado pelo PO ALGARVE – FEDER, enquanto as obras de requalificação do serviço de internamento de psiquiatria e de saúde mental da Unidade de Faro foram concretizadas com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência, no valor de €1,3 milhões.
*In portal SNS
PROBLEMAS TÉCNICOS NA OBTENÇÃO DE REGISTOS CRIMINAIS
Os serviços do Estado estão praticamente sem conseguir emitir certificados do registo criminal, documento que comprova que determinada pessoa não tem cadastro — ou que o tem –, pondo em risco a apresentação de candidaturas a empregos e negócios de vulto, revela o Público.
Era suposto a migração de dados do portal para um novo sistema de identificação criminal que está em curso ter causado apenas alguns atrasos. Porém, a maioria dos certificados pedidos continua por emitir, porque a plataforma informática em que assentam estes registos deixou de o permitir grande parte do tempo.
A migração tinha sido anunciada há pouco mais de uma semana, e um aviso publicado na página online deste serviço dizia precisamente que, “a partir do dia 21 de janeiro, e por um período mínimo de duas semanas, a emissão dos certificados não será efetuada de forma imediata, passando os mesmos a ser disponibilizados até cinco dias úteis após o respetivo pedido”.
Contudo, os funcionários dos tribunais, lojas do cidadão e outros espaços onde é prestado este serviço, pelo qual são cobrados cinco euros, só esporadicamente têm conseguido fornecê-lo aos utentes, já que, mesmo passados os cinco dias úteis, a maioria dos certificados pedidos continua por emitir.
O Ministério da Justiça admite que neste processo de transição foram “identificados problemas de performance que originaram bloqueios e lentidão no procedimento e que impediram a emissão de certificados ao ritmo esperado, com atrasos relativamente ao planeado”. De acordo com a tutela, há 4.350 pedidos que deviam ter sido atendidos até à passada quarta-feira, a que se juntam mais dez cujo prazo de atendimento expirava na terça-feira. Mas o ministério liderado por Rita Júdice não se compromete com nenhuma data para resolver a situação, limitando-se a dizer que este período transitório de adaptação durante o qual serão corrigidos erros “é fundamental e terá a duração mais curta possível”.
*In Jornal Público
