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Tesera circular

12/09/2022

DESPESA EM SAÚDE TEM AUMENTADO SIGNIFICATIVAMENTE

A tendência da despesa em saúde tem aumentado, mas no último ano a subida foi ainda clara, sobretudo depois de as famílias portuguesas terem experimentado uma redução em 2020.

As despesas de saúde aumentaram significativamente de 2020 para 2021 até um total de 23,7 mil milhões de euros. A parcela que mais subiu foi a que é paga diretamente pelos utentes e famílias portuguesas: aumentou 14,7% para quase 6,8 mil milhões de euros. Aquela suportada pelo Estado subiu 11% para 15,6 mil milhões de euros.

Embora o aumento tenha sido maior no último ano, confirma a tendência de subida que se verificava desde 2014. Em 2021, foi justificado pelo “aumento dos gastos associados ao combate à pandemia” e pela “retoma da assistência nas áreas não covid-19”, de acordo com os dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística, citados pelo Público.

As despesas pagas pelos utentes correspondem àquilo que não é comparticipado pelo Estado e inclui medicamentos, análises e exames, consultas e cirurgias no setor privado, ente outros. Em 2020, as famílias gastaram cerca de 5,9 mil milhões de euros (menos 906 milhões de euros do que em 2021), porque grande parte dos gastos associados à pandemia de Covid-19 foram suportados pelas entidades públicas e houve uma diminuição da procura dos serviços privados.

A falta de cobertura do Serviço Nacional de Saúde em algumas áreas de especialidade, a necessidade de ter uma reposta mais rápida dos serviços de saúde e a diminuição da comparticipação do Estado em alguns medicamentos justificam o aumento das despesas, o que coloca Portugal entre os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) onde as famílias têm mais gastos diretos.

*In Observador

    05/09/2022

    FARMACÊUTICA PROCURA INVESTIR NA PROTEÇÃO DO PLANETA A FIM DE CUIDAR E PROMOVER A SAÚDE HUMANA

    Com as alterações climáticas “a contribuir para o aumento da mortalidade e a agravar diversas doenças”, a GSK quer investir na “proteção do planeta para proteger a saúde das pessoas”.

    Em comunicado, a farmacêutica informa que definiu uma estratégia de “ESG (Environment, Social, Governance), alinhada com os principais desafios ambientas, sociais e de governação, para conseguir impactar positivamente a saúde de 2.5 mil milhões de pessoas nos próximos dez anos”.

    “Há cada vez mais evidência científica a comprovar o impacto das alterações climáticas na saúde das pessoas. É urgente fazer com que todos percebam que manter o planeta saudável é fundamental, para que as pessoas também o sejam. Na GSK, acreditamos que as soluções para combater os problemas ambientais são também motores da saúde humana e, por isso, estamos empenhados em mostrar o que é possível fazer para proteger o nosso planeta e, consequentemente, cuidar e promover a saúde humana”, explica Guilherme Monteiro Ferreira, diretor de acesso ao mercado e assuntos externos da GSK Portugal.

    De acordo com um estudo publicado no início de agosto, na revista Nature Climate Change, “mais de metade das centenas de doenças infeciosas, como a malária e a meningite, sofreram um agravamento devido a alterações climáticas extremas”. A investigação concluiu, ainda, que o aquecimento global, chuvas torrenciais, inundações e a seca, impactaram a infeção por parte de animais portadores de doenças.

    Por seu lado, a OMS “equipara o problema da poluição atmosférica a outros riscos para a saúde global, como uma dieta pouco saudável e o tabagismo. Estudos recentes apontam que a exposição à poluição ambiental esteja a causar sete milhões de mortes prematuras por ano e a resultar na perda de muitos mais milhões de anos de vida. Por outro lado, a Agência Europeia do Meio Ambiente, estima que a poluição esteja associada a mais de 10% dos casos de cancro na Europa”, continua a GSK.

    Assim, a farmacêutica a anuncia que vai investir em seis grandes áreas estratégicas: Poluição atmosférica (reduzir “emissões de gases de efeito de estufa, o desperdício enviado para aterros sanitários e a utilização de água”); Segurança dos recursos hídricos (“é fundamental agir hoje e definir objetivos para ajudar a melhorar o acesso a água, a sua disponibilidade e qualidade”); Proteção das Florestas (“a GSK integra a Coligação LEAF – uma iniciativa público-privada projetada para parar e reverter a destruição das florestas”).

    Destaque também para a Adaptabilidade dos sistemas de saúde (“parceria com a associação Save the Children, em projetos de imunização de crianças na Etiópia para ajudar a reduzir as elevadas taxas de mortalidade infantil nesta região”); Impacto das doenças provocadas pelas alterações climáticas (“investir, nos próximos dez anos, mais de mil milhões de euros para acelerar a I&D na área das doenças infecciosas de elevado impacto”); Bem-estar das populações (“contribuir para a proteção ambiental dos locais onde opera de forma a impactar positivamente a natureza e a saúde humana”).

    *In Netfarma

      29/08/2022

      INFLAÇÃO ESTÁ A TER REPERCUSSÕES NO AUMENTO DA DÍVIDA DO SNS A FORNECEDORES

      Presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares nota que há vários "fatores importantes" a contribuir para a dívida que é a mais alta em oito anos, nomeadamente a inflação.

      A dívida das entidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) a fornecedores externos atingiu em junho o valor mais alto dos últimos oito anos. De acordo com o jornal Público, que cita dados do Portal do SNS, a dívida total ascendia, nesse mês, a 2,3 mil milhões de euros.

      Os valores em dívida dividem-se entre os pagamentos que ainda estão a decorrer e aqueles cujos prazos já foram ultrapassados. Neste caso em específico, esta última parcela representa mais de metade do valor em dívida, mais precisamente 59,4%.

      Ao Público, Xavier Barreto, presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH), justifica que há vários “fatores importantes” a contribuir para esta dívida, desde logo a maior atividade assistencial, necessária para “recuperar a atividade que foi protelada durante a pandemia”.

      Mais do que isso, também a subida dos preços de produção está a pesar no aumento da dívida. A subida do preço dos combustíveis, aponta, “começa a refletir um aumento de gastos importante e não esperado no orçamento de 2022”, o preço da eletricidade “triplicou desde o ano passado” e nota-se um “aumento de preços significativos em praticamente todos os materiais e consumíveis hospitalares” provocado por problemas nas cadeias logísticas, com escassez de matérias-primas.

      Segundo o responsável, também o efeito da inflação, “que não foi acompanhado por variação nos preços dos contratos-programa, e que não estava previsto aquando da elaboração do Orçamento do Estado (OE) de 2022”, é espelhado na dívida.

      A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) assegura que os valores em causa “não integram o impacto das receitas previstas” no Orçamento do Estado, que foi aprovado mais tarde do que é habitual devido à queda do Governo e antecipação das eleições.

      “Com a aplicação do OE 2022, em julho foram atualizados em cerca de 292,8 milhões de euros os montantes transferidos para as entidades do SNS, prevendo-se que este reforço financeiro se reflita na diminuição da dívida total a Julho”, realçou a entidade ao mesmo jornal.

      *In Observador

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