EUROPA ABANDONA TEMPORARIAMENTE SISTEMAS DIGITAIS NO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE
Mais de 100 hospitais na Roménia foram obrigados a abandonar temporariamente os sistemas digitais e regressar ao papel e caneta na sequência de um ataque informático de grande escala que afetou o sistema nacional de saúde. O incidente teve origem num ataque de ransomware que comprometeu a plataforma utilizada para gerir registos clínicos, consultas, internamentos e outros processos essenciais ao funcionamento hospitalar.
Perante a ameaça de propagação do ataque e de perda de dados, as equipas de cibersegurança decidiram desligar os sistemas afetados da rede, obrigando médicos, enfermeiros e administrativos a recorrer a processos manuais durante vários dias. Apesar dos constrangimentos operacionais, os hospitais conseguiram manter a prestação de cuidados aos doentes, demonstrando a importância dos planos de contingência e da capacidade de adaptação dos profissionais de saúde.
O incidente mobilizou o Centro Nacional de Cibersegurança da Roménia, especialistas em resposta a incidentes e equipas técnicas de múltiplas instituições. O objetivo foi conter a propagação do ransomware, restaurar os sistemas de forma segura e garantir a integridade dos dados clínicos. As autoridades confirmaram que a rápida coordenação entre os diferentes intervenientes foi determinante para minimizar o impacto do ataque.
O caso evidencia a crescente exposição das organizações de saúde a ameaças cibernéticas. Hospitais e outras entidades do setor tornaram-se alvos preferenciais dos cibercriminosos devido à criticidade dos seus serviços e ao elevado valor dos dados que armazenam. A interrupção de sistemas clínicos pode afetar diretamente a capacidade de resposta médica e colocar em risco a continuidade dos cuidados.
Entre as principais lições retiradas deste episódio destaca-se a necessidade de reforçar a resiliência digital das instituições de saúde, investir em medidas preventivas de cibersegurança, realizar cópias de segurança frequentes e manter procedimentos operacionais alternativos para situações de emergência. O regresso temporário ao papel e caneta demonstrou que, mesmo numa era altamente digitalizada, a preparação para operar sem tecnologia continua a ser uma componente essencial da continuidade do negócio.
PORTUGAL PARTICIPA NA ASSEMBLEIA MUNDIAL DA SAÚDE
Portugal defendeu, na Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, sistemas de saúde mais próximos das pessoas, com maior articulação entre cuidados de saúde primários, hospitalares, especializados e comunitários. A posição portuguesa foi apresentada pela Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que destacou a experiência nacional na integração de cuidados e reafirmou a importância de instituições multilaterais fortes, da cooperação internacional e do compromisso com a equidade para responder aos principais desafios globais da saúde.
Num evento dedicado à prevenção do suicídio, a Ministra afirmou que este fenómeno não é apenas “uma questão de saúde mental, mas um desafio social, de saúde pública e de direitos humanos”, defendendo respostas integradas e sustentadas, com cuidados oportunos, apoio comunitário, identificação precoce de pessoas em risco e medidas para limitar o acesso aos meios de suicídio.
Na área da saúde mental, Portugal apresentou a reforma em curso, centrada na desinstitucionalização e na proximidade dos cuidados. A reforma pretende reforçar os serviços comunitários, melhorar a articulação entre cuidados de saúde primários e especializados, promover intervenções precoces e reduzir o estigma associado à doença mental.
A participação portuguesa ficou ainda marcada pelo reconhecimento atribuído pela Organização Mundial da Saúde a Portugal pela eliminação das gorduras trans produzidas industrialmente. O certificado foi entregue à Ministra da Saúde pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
As gorduras trans estão associadas a doenças cardiovasculares e mortes prematuras. A sua eliminação é considerada uma medida eficaz de saúde pública e resulta do trabalho desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e de políticas nacionais de promoção de uma alimentação mais saudável, apoiadas pela ciência e pela regulação.
*In Portal do SNS
REUNIÃO RESPEITO AO PACTO ESTRATÉGICO NA SAÚDE
A participação de Luís Goes Pinheiro nesta reunião, que decorreu no passado dia 25 de maio, assume particular relevância pelo papel que a SPMS desempenha na transformação digital do setor da saúde. A experiência acumulada no desenvolvimento de sistemas de informação, na promoção da interoperabilidade e na disponibilização de serviços digitais para cidadãos e profissionais constitui um contributo importante para a discussão dos desafios e prioridades que marcam a evolução do Serviço Nacional de Saúde (SNS) nos próximos anos.
Coordenado por Adalberto Campos Fernandes, professor e antigo Ministro da Saúde, o Pacto Estratégico para a Saúde é uma iniciativa de diálogo político e social, lançada pelo Presidente da República, António José Seguro. Visa estabelecer um compromisso duradouro entre partidos políticos e a sociedade civil para melhorar o acesso aos cuidados e encontrar consensos em torno da evolução do SNS.
O Pacto Estratégico para a Saúde procura reunir os contributos de diferentes entidades e especialistas para a definição de uma visão de longo prazo para o setor, assente na sustentabilidade, na qualidade dos cuidados e na continuidade das políticas públicas.
A reunião permitiu recolher e alinhar perspetivas sobre o presente e o futuro do sistema de saúde, num exercício de reflexão estratégica que pretende contribuir para a construção de soluções sustentáveis e consensuais para o setor da saúde.
*In Portal do SNS
