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Tesera circular

06/05/2024

MINISTÉRIO DA SAÚDE AVALIA PROBLEMA DA ESCASSEZ DE MEDICAMENTOS

Os recursos humanos na área da Saúde foi o tema de abertura dos trabalhos da reunião informal dos ministros da Saúde da União Europeia (UE), que decorreu esta terça e quarta-feira, em Bruxelas.

Portugal fez-se representar pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que integrou, pela primeira vez, o Conselho Emprego, Política Social, Saúde e Consumidores da UE.

“É com grande prazer que me junto a vós, hoje, pela primeira vez. Espero poder contribuir com minha experiência e minha dedicação para o avanço de iniciativas na área da saúde. Podem contar, também, com o meu compromisso para promover uma mais estreita colaboração a nível nacional e europeu”, disse a governante.

Os Estados-membros enfrentam uma crise de recursos humanos no sector da Saúde. A procura de cuidados clínicos tem vindo a aumentar devido a fatores como o envelhecimento da população e o aumento das doenças crónicas, levando à escassez de profissionais de saúde em todos os países da União.

Criar condições de empregabilidade mais flexíveis e motivadoras, apoiar e congregar o espírito ético e profissional de todos os que trabalham no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e no sistema de saúde português são compromissos assumidos pelo XXIV Governo Constitucional, que pretende avançar com um Plano de Motivação dos Profissionais de Saúde – destinado a valorizar todos os profissionais envolvidos na prestação dos cuidados de Saúde, em particular no SNS.

Portugal partilha da prioridade da presidência belga da UE para o desenvolvimento de uma estratégia comunitária focada no planeamento, partilha de boas práticas e na formação dos profissionais de saúde.

A reunião do Conselho debruçou-se ainda sobre as questões relacionadas com a escassez de medicamentos na UE e necessidade de reforçar as cadeias de abastecimento, sobretudo para medicamentos críticos. Neste âmbito foi lançada a Aliança para os medicamentos Críticos com o objetivo de se estabelecerem medidas para acautelar a disponibilidade de fármacos essenciais, nomeadamente para doenças crónicas.

A Ministra da Saúde realçou a importância de uma estratégia coordenada nesta matéria para combater as vulnerabilidades existentes na Europa, prevenindo impactos negativos sobre o sistema de saúde e o acesso a medicamentos por parte dos doentes.

A Europa enfrenta, hoje em dia, uma forte dependência em termos de produção farmacêutica de países como a Índia e a China, identificando-se como prioritárias medidas estruturais que permitam desenvolver uma componente indusTrial enquanto objetivo da União Europeia da Saúde. A reunião abordou ainda a coordenação entre Estados-Membros para mecanismos de aquisição conjunta e constituição de reservas de medicamentos como forma de reforçar a capacidade de resposta dos sistemas de saúde.

    29/04/2024

    O MINISTÉRIO DA SAÚDE INICIA AVALIAÇÃO DE PROPOSTAS DAS ORDENS PROFISSIONAIS

    O Governo vai avaliar nos próximos dois meses as propostas apresentadas à ministra da Saúde pelas ordens profissionais, que demonstraram preocupação com a resposta assistencial do Serviço Nacional de Saúde (SNS), anunciou esta segunda-feira a ministra.

    “Todas as propostas que nos fizeram chegar formalmente serão agora avaliadas, uma a uma, nos próximos dois meses, porque parte delas não depende só do Ministério da Saúde, depende do Governo como um todo”, afirmou aos jornalistas Ana Paula Martins, depois de se ter reunido com as ordens dos Médicos, Enfermeiros e Farmacêuticos.

    A ministra explicou que é preciso que cada uma das propostas “seja avaliada no seu impacto a todos níveis”.

    “O prazo de dois meses não é um prazo do Ministério da Saúde. O prazo de dois meses é o prazo que Ordem dos Médicos, nas suas propostas, deu ao Ministério da Saúde para podermos responder àquilo que era o seu apelo à colaboração“, esclareceu.

    Todavia, Ana Paula Martins garantiu que em 60 dias haverá uma resposta para as ordens.

    “No prazo de 60 dias conseguiremos dizer às ordens quais são as matérias em que esperamos a colaboração das ordens e quais são as matérias onde, naturalmente, com um calendário e com um acordo para a legislatura, poderemos caminhar”, realçou.

    De acordo com a governante, todas as ordens estão preocupadas com a resposta assistencial do SNS.

    A equipa do Ministério da Saúde iniciou esta segunda-feira um conjunto de reuniões com as ordens profissionais do setor, numa semana marcada também pelo arranque das negociações com os sindicatos.

      22/04/2024

      SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE INVESTE EM TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

      A ULS – Unidade Local de Saúde do Oeste viu aprovadas quatro candidaturas ao Sistema de Apoio à Transformação Digital da Administração Pública (SAMA) promovida pela Agência para a Modernização Administrativa, que representa um financiamento de apoios públicos superior a dois milhões de euros. Em comunicado enviado ao ALVORADA, a ULS do Oeste explica que no âmbito das candidaturas aprovadas foram concluídos diversos projetos de transformação digital e de qualidade.

      Foram implementados os seguintes projetos:

      “CHOeste 4all”, com um investimento total de 603.881,63 euros, que incidiu na modernização da prestação de cuidados, como a desmaterialização do processo clínico nas especialidades da cardiologia e otorrino, induzindo uma melhoria no desempenho organizacional e na capacidade de resposta às necessidades dos utentes.

      “+CHO Na senda da qualidade”, que representa um investimento 142.860,34 euros, a implementação assentou no objectivo da melhoria da qualidade, com implementação das seguintes metodologias: Metodologia LEAN e a aplicação de Metodologia de Avaliação da Satisfação de Utentes.

      “CHONNECT”, com quatro grandes eixos de intervenção: Gestão do Bloco Operatório (Consumos); Gestão de Stocks; Gestão de Camas do Internamento e Upgrade Funcionalidades VNA – melhoria ‘workflows’ (fluxos de trabalho) dos Departamentos Clínicos. A implementação desta operação visou implementação de soluções de optimização da utilização dos recursos e desmaterialização, mediante a disponibilização de ferramentas de gestão interna dos serviços de aprovisionamento, bloco operatório e internamento, com um investimento total de 691.490,97 euros.

      “CHOESTE Sem Papel”, que visou desmaterializar, integrar, transformar e racionalizar digitalmente processos, com o objectivo de melhorar a eficiência, eficácia e aumento da qualidade dos serviços para os utentes, tendo ainda impacto em termos de redução de custos e tempo de resposta, incidiu na desmaterialização, integração, transformação e racionalização digitalmente dos processos, com o objectivo de melhorar a eficiência, eficácia e aumento da qualidade dos serviços para os utentes, tendo ainda impacto em termos de redução de custos e tempo de resposta, nas áreas clínicas como a Anestesiologia e Consulta da Dor, Ginecologia/Obstetrícia, Cardiologia, Pneumologia, Segurança Transfusional, Dietética, Medicamento e Termos de Responsabilidade, com um investimento total de 612.669,95 euros.

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