O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE INVESTE EM NOVA TECNOLOGIA
Unidade Local de Saúde da Região de Leiria (ULSRL) adquiriu recentemente um novo ecógrafo de última geração, num investimento superior a 150 mil euros. A aquisição deste equipamento surge após a reorganização da Unidade de Cirurgia Hepatobiliopancreática do Serviço de Cirurgia Geral, que permitiu, desde setembro de 2024, retomar a Cirurgia do Pâncreas (interrompida em 2022) e iniciar a Cirurgia Hepática no Hospital de Santo André.
De acordo com Ricardo Martins, Cirurgião Geral da Unidade de Cirurgia Hepatobiliopancreática, o novo ecógrafo desempenha um papel crucial nas cirurgias do fígado e do pâncreas. “Este equipamento é fundamental para localizar as lesões a serem ressecadas, guiando o cirurgião através das estruturas anatómicas”, explica o especialista.
O ecógrafo, com um fluxo de trabalho simples e ocupação de espaço reduzido, é especificamente dedicado ao cenário intra-operatório e foi complementado com sondas para cirurgias convencionais e laparoscópicas, permitindo o tratamento dos doentes segundo os mais avançados padrões de excelência.
Além disso, o novo ecógrafo está preparado para ser utilizado em Cirurgia Robótica e estará, também, disponível para ser utilizado pelas restantes Unidades do Serviço de Cirurgia Geral.
Segundo a ULSRL, este investimento na modernização tecnológica diferencia a resposta cirúrgica que é dada aos utentes da Unidade Local de Saúde da Região de Leiria, permitindo o acesso a técnicas inovadoras e que evitam deslocações de centenas de quilómetros para os utentes terem acesso a cuidados de saúde que agora estão na proximidade da sua área de residência.
PUBLICADO PRIMEIRO RELATÓRIO AVALIAÇÃO PLANO EMERGÊNCIA E TRANSFORMAÇÃO NA SAÚDE
O primeiro relatório de avaliação do Plano de Emergência e Transformação na Saúde (PETS) foi apresentado no dia 27 de dezembro.
Sob coordenação de Carlos Robalo Cordeiro, o Grupo de Trabalho (GT) divulgou o primeiro relatório do PETS, após 90 dias de trabalho, focando-se na análise, recomendações e propostas que tiveram por base a informação disponível em 20 de dezembro de 2024.
O PETS está estruturado em cinco eixos e num conjunto de programas transversais. Cada um dos eixos está organizado em medidas urgentes (15 no total), prioritárias (24) e estruturantes (15).
Em termos metodológicos, a estruturação assenta em dois eixos principais:
- A evidência dos números
- As reflexões decorrentes dessa informação
Este primeiro relatório centrou-se na análise às medidas urgentes e prioritárias.
REFORÇO FINANCEIRO NO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE
O Governo, através de um despacho conjunto dos Ministérios das Finanças e da Saúde, transferiu uma verba de 975,5 milhões de euros para as Unidades Locais de Saúde (ULS) e Institutos Portugueses de Oncologia (IPO), com o objetivo de liquidar as dívidas a fornecedores externos com prazo de pagamento vencido há mais de 90 dias. Esta medida visa assegurar a sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde (SNS), fortalecer a capacidade de resposta do SNS, assegurando que os recursos humanos e materiais necessários estão disponíveis.
A iniciativa é um marco importante no esforço contínuo de garantir a prestação de cuidados de saúde de elevada qualidade e acessíveis a todos os cidadãos e para assegurar, também, os compromissos devidos para com todas as empresas que diariamente acautelam o fornecimento de bens e serviços necessários ao bom funcionamento do SNS.
No âmbito desta iniciativa, destaca-se:
A liquidação de dívidas a fornecedores externos com prazo de pagamento vencido há mais de 90 dias, de forma a restaurar a credibilidade e a estabilidade financeira das entidades do SNS;
A aplicação rigorosa e criteriosa dos recursos alocados, de acordo com regras previamente definidas.
Este reforço tem como objetivos fundamentais:
Promover a eficiência operacional e a sustentabilidade das entidades que prestam cuidados de saúde;
Reduzir a pressão sobre as unidades de saúde, garantindo o cumprimento das suas obrigações financeiras;
Fortalecer a capacidade de resposta do SNS, assegurando que os recursos humanos e materiais necessários estão disponíveis para enfrentar os desafios crescentes no setor da saúde.
A execução desta medida será acompanhada e monitorizada pela Administração Central do Sistema de Saúde, I.P. (ACSS) e pela Inspeção-Geral de Finanças (IGF), através de mecanismos rigorosos que asseguram a transparência e a boa gestão dos fundos atribuídos.
Sublinha-se que esta ação reflete uma visão estratégica e integrada para o futuro da sustentabilidade do SNS, apostando na sua valorização enquanto pilar fundamental do Estado Social e instrumento essencial para a coesão social.
