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O Ministério da Saúde celebrou, a 25 de setembro, uma década da Receita Sem Papel (RSP), projeto que revolucionou o setor da saúde e acelerou a transformação digital em Portugal.
Em 10 anos, foram emitidas 471,7 milhões de receitas totalmente desmaterializadas, correspondentes a mais de 2,63 mil milhões de embalagens prescritas e 1,74 mil milhões dispensadas nas farmácias.
A taxa de adesão à Receita Sem Papel evoluiu de forma consistente e, em 2025, ronda os 96,5%. Atualmente, são prescritas, em média, 244 receitas por minuto, em dias úteis, no horário entre as 8h00 e as 20h00.
Em 2015, o arranque da Receita Sem Papel pautou-se por desafios, desde a adesão de médicos prescritores e a adaptação tecnológica dos sistemas clínicos, à mudança cultural necessária para abandonar o papel. Hoje, a evolução é clara, com a introdução da assinatura digital, a interoperabilidade com farmácias e a integração transfronteiriça.
Para os profissionais de saúde, os ganhos traduzem-se em maior segurança clínica, acesso rápido ao histórico do utente, redução do erro e simplificação dos processos de prescrição. Para as farmácias, significa validação automática, maior rapidez no atendimento, eliminação de problemas de legibilidade e, mais recentemente, a obrigatoriedade da faturação eletrónica, com vantagens acrescidas ao nível da transparência e eficiência administrativa.
Os cidadãos beneficiam de maior comodidade, segurança e, sobretudo, da possibilidade de garantir o acesso ao medicamento em qualquer lugar, a qualquer momento.
Os ganhos são relevantes, traduzindo-se numa redução significativa de custos, na simplificação de procedimentos e, através dos seus mecanismos antifraude, numa monitorização apurada e na rápida deteção de irregularidades.
O futuro passa agora pela integração de inteligência artificial, já em desenvolvimento pela SPMS, para reforçar a eficiência, a segurança e a personalização da prescrição eletrónica.